em cartaz
28.08.2021 a 02.10.2021
Rua Ferreira Araújo, 625 - Pinheiros Cep: 05428-001 São Paulo - SP | Brasil | São Paulo - Brazil

CENOGRAFIA

INTRODUÇÃO

Elisa Bracher

Minha amizade com a Elisa vem de muitos anos. Tenho admiração pela pessoa e pela artista há tempos, e havia entre nós o desejo de um projeto na Galeria Estação. O momento chegou da maneira mais natural e direta possível, proporcionado pelas obras desta exposição.


Os materiais usados, principalmente a madeira e o barro, são elementos usuais entre os artistas da galeria, mostrando, como já fizemos tantas vezes, que não existem barreiras entre o erudito e o não erudito. A arte é boa ou é ruim.


Para nós, além do prazer, o trabalho com uma exposição tão complexa como esta que agora apresentamos representa também um aprendizado e um desafio.

Vilma Eid

MAIS INFORMAÇÕES

Querida Licó,


Na visita recente que fizemos ao seu ateliê as casinhas de barro já estavam ali, enfileiradas sobre uma estante baixa. Parecia que não eram suas, que só estavam sendo guardadas no ateliê. Vendo a exposição, fui entender que eram suas, mas que, sobretudo, não eram mesmo suas. Não mais enfileiradas e apoiadas, entendi que o lugar delas era comprimidas e encaixadas em algo sólido, mas informe. Sólido, mas nem tanto, como essas sobras de madeiras (um dia aparelhadas), que estiveram em outro lugar, que já foram usadas por outras pessoas, com alguma função (construção de casas ou de coisas). E que brotaram em alguma terra, em algum lugar desse país grande. As casas também, remetem a outras casas, outras que já foram habitadas por alguém, em algum lugar na América. Tudo parte do mundo rural ou natural, sem dúvida, mas também do que foi levado embora do rural, do sertão para a cidade, em condições dificílimas. Está tudo entendido. As madeiras e as casas de barro, e outros barros, já estavam no ateliê, sempre foram de outros lugares e há muito estão com você. 


São ideias que também valem para os desenhos, que são "paisagens pressupostas" (como disse Lorenzo Mammì) ou a "imagem  do que é visto à distância"(como disse Thiago Mesquita). Daqui apontam para longe.


Posto tudo junto, fica o convite para irmos juntos a um lugar que não conseguiremos chegar. Mas indica que o caminhar já é bom; mesmo que não tão distante, nos deixa olhar para muitos lados. E mais do que nos convidar, você nos dá a mão.


Parabéns pela exposição.


Texto de Fernanda Barbara

texto

Elisa Bracher: terra de ninguém


Tiago Mesquita


 


Em sua nova exposição, Elisa Bracher se volta para as linguagens artesanais do mundo rural tradicional, os serviços típicos das pequenas cidades, a vida sertaneja. Alguns trabalhos partem de técnicas utilizadas para erguer construções, dar forma a artefatos de uso comum, criar ferramentas por meio do labor manual, cercar o terreno. De certo modo, são uma figuração de certa vida de pequenas comunidades rurais, interessantes para ser pensadas em contraponto e oposição, por exemplo, às representações feitas desses lugares por grandes artistas brasileiros, como Alfredo Volpi.


Duas esculturas são desdobramentos claros de elementos da cultura material brasileira. A primeira é uma parede curva, alta, de madeira, que pousa pesada no chão, inclinando-se em direção ao espectador, como que em um pé só. Embora ela se assemelhe a uma caçamba, o seu modelo, na verdade, são as gamelas que usamos para guardar os alimentos e servi-los nas refeições. Colocada de pé, ela perde o uso e nos desequilibra. O objeto, por estar fora de contexto, tenta desarranjar todas as outras relações.


A impressão de que as coisas perderam o uso permeia toda a exposição. A outra escultura é um cubo aberto e quebradiço, feito em pau a pique, como as casas das áreas rurais mais pobres do interior brasileiro. Ele é cubo porque não é casa. Da mesma maneira que o tronco pesado que a corta tornou-se cunha, por não ser mais árvore.


Ambas as obras são feitas com técnicas comuns aos ofícios que organizam a subsistência cotidiana. Acho importante, inclusive, que sejam atividades muitas vezes desenvolvidas pelas mãos femininas.


O maior trabalho desta exposição é um acúmulo de sobras de outros trabalhos. Os pedaços de pedra e madeira provavelmente saíram de esculturas anteriores da artista. São materiais que não serviriam mais aos serviços como a marcenaria, a cantaria, o entalhe. É o que sobrou daquelas atividades. Aqui, parecem tocos lascados, quebrados, que se amontoam, assemelhados com cunhas, dormentes de trilho, pedaços de pedra, colunas, remendos. São como ferramentas, utensílios de trabalho, material para construir que se tornaram entulho. A artista os reúne amontoados em um equilíbrio frágil. Uma parte se apoia nas outras, lado a lado, empilhadas. Juntas, elas parecem formar um cercado, todo falhado, irregular, em torno de um terreno vazio e seco. Não há mais nada ali dentro.


Sobre poucas colunas, a artista insere maquetes de barro, pequenos casebres sertanejos empoeirados, como as casas de pau a pique que servem de modelo para a escultura. As casas estão naquele cenário árido, isoladas umas das outras, como se tivessem sido abandonadas faz muito tempo. São despojos de uma maneira de vida abandonada pela maioria daqueles que estiveram por lá. A figura é menos a da imagem da pintura metafísica e mais a da cidade fantasma. Aqueles lugares em que uma atividade social ou econômica acabou, dissipando toda uma comunidade.


A remissão a formas mais tradicionais de sociabilidade é peculiar a estes trabalhos que Elisa Bracher mostra aqui. Lorenzo Mammì, em seu texto Maneira branca, afirma que há uma paisagem pressuposta, como uma imagem do que é visto à distância, nas gravuras e esculturas de Elisa.1 Na maioria das esculturas que a artista fez, a paisagem era densamente povoada. As formas eram contidas, pesadas, pontuavam o espaço por meio do peso, da aspereza e de certa autocontenção, por meio de encaixes e equilíbrios desafiadores, um espaço público tenso, congestionado. Mas elas eram um acontecimento de metrópole.


Mesmo que sempre nelas sejam utilizados materiais do entalhe tradicional, como o mármore e a madeira, de forma geral, as suas esculturas são bastante urbanas. São peças com cortes geometrizados, possuem escala industrial, implementação arquitetônica e encaixes construtivos, aprendidos com a obra de artistas como Lygia Clark, Amilcar de Castro e Sérgio Camargo.


Nas esculturas, especialmente (as gravuras e desenhos são diferentes), sobra pouca natureza. Rodrigo Naves, comentando as grandes esculturas de toras de madeira encaixadas, explica bem essa relação entre o material natural e o tratamento industrial. Segundo o autor: “Elisa Bracher parte de materiais orgânicos, vegetais, que foram industrializados, e que agora são objetos como outros quaisquer”.2 Ou, ainda mais sintético, afirma que das árvores que forneceram a madeira para as esculturas da artista restam apenas vestígios.3 São peças marcadas pela manufatura.


A natureza também é residual nesta exposição, mas parece estar mais próxima do que nos trabalhos monumentais feitos para ser implementados nas grandes cidades. De certo modo, acredito que os trabalhos também tragam maiores alusões figurativas. Os cubos não são formas geométricas abstratas, representam casas. Outros motivos arquitetônicos da construção rural, vernacular, aparecem: colunas, quintais, cercas. Mesmo o avolumado da Gamela lembra um muro de arrimo. Em geral, tais elementos são marcas de pontuação de um espaço vazio, contido pelos limites estruturais definidos pela artista.


É interessante que aquela instalação, com os despojos, que emula um terreiro cercado, de porteira derrubada e casebres abandonados, esteja exposta na Galeria Estação. O espaço expositivo se tornou conhecido, primeiramente, por mostrar obras de grandes artistas vindos de contextos produtivos de arte não canônica. Alguns deles são criadores autodidatas que vieram ou moram nas áreas rurais do interior do país.


Os artistas formaram o seu repertório técnico e visual em diálogo com os serviços profissionais do artesanato, as narrativas populares, os ornamentos de casas e fazendas. Usam como motivo um imaginário que é constantemente ensinado e reinventado pelas populações camponesas. Possuem forte relação com a natureza, com o cultivo da terra, com o que ela traz de bom e o que amedronta.


Artistas como José Bezerra, Véio e Conceição dos Bugres se aproveitam da aspereza bruta da matéria como assunto e qualidade, embora façam usos diferentes de tais propriedades. De modo geral, não alisam o material, preservam a aparência indomável em suas superfícies e suas figuras. Elas não se conformam a designações reconhecíveis. Tal aparência selvagem, no trabalho de José Bezerra, por exemplo, empresta um caráter intermediário a algumas esculturas. Um pedaço de madeira pode ser ao mesmo tempo, dependendo de onde se olha, galho caído da árvore, planta, serpente e pessoa.


Como uma forma de vida indomável e incontrolável, a escultura resiste à identificação imediata. Muda de acordo com a situação e parece pronta para a próxima metamorfose. Mesmo os seus pedaços de natureza arrancados do solo continuam a viver de acordo com um ciclo de transformação permanente. Os objetos, as pessoas, os outros bichos, as plantas, as casas, a estrada, tudo é sujeito de um tempo natural maior, que cumprirá o seu ciclo a despeito de projetos e desejos humanos.


Os trabalhos de Elisa Bracher não tratam desse tempo, não tratam desse mundo. As coisas aqui acontecem com um prazo mais curto. Embora seu material seja também bruto, pouco alisado, ele não pressupõe uma força que sugere a passagem de uma natureza a outra.


Na instalação e nas esculturas, os materiais cortaram o vínculo com sua origem natural. São coisas. Os vestígios do que elas foram estão lá, como a ossada de um corpo morto. Aqueles elementos, que se associam de maneira irregular, mal ajambrados, em equilíbrio precário, como é próprio do entulho, não estão arranhados, brutos por serem selvagens, em transformação. Estão da forma que estão por serem envelhecidos, fragilizados. Seu material é irregular porque é gasto. Não existem ali forças da natureza, tudo já foi retirado do solo. Sobrou a porteira, e, quem sabe, algumas lembranças. Os elementos não são regidos por uma vida maior do que a curta existência da vida das pessoas. Estão vazios, empoeirados, abandonados.


As esculturas são a lembrança de uma vida que existia por lá e se foi. Aquelas coisas empilhadas parecem despojos do êxodo rural. Com a urbanização, o êxodo rural, as pessoas abandonaram o lugar em que cresceram. Junto com elas foram embora todos os vínculos sociais: com as suas famílias, com os seus amigos. Muitas vezes, as atividades a que as pessoas se dedicaram a vida toda são largadas, deixadas no passado. O modo de vida já não é mais o mesmo.


Como na instalação de Elisa Bracher, tudo aquilo vai se amontoando abandonado. Sobram casinhas de brinquedo, ferramentas e materiais do trabalho artesanal largados e entulhados dando limite a aquele pedaço de chão. Esses materiais também são a memória de formas de trabalho, saberes que as pessoas que moravam nas casas de pau a pique não puderam levar com elas. Atividades que comeram poeira quando a miséria apertou o seu laço. Na escultura de pau a pique, mais literal, a artista usa a metáfora do desabamento. Um teto que se abre depois que o tronco cai sobre o volume. Todo mundo foi embora. É terra salgada, onde nada se planta, nada nasce. Quem não pôde ficar conta para as novas gerações lembranças distantes, mais ou menos idealizadas.


Em alguns dos desenhos, vemos aquelas colinas traçadas com linhas finas e frágeis. Os traços aparecem longe das margens do papel. Não tocam nem as laterais, tampouco a base do papel. São marcas soltas. Elas pairam sobre uma superfície manchada com um colorido de oxidação ou sangue coagulado. Por isso, não parecem estabelecer um solo determinado, que atribuísse gravidade a aquelas formas. A cor ressecada sobre o papel, por sua vez, parece ter massa e peso. São como brumas. O resíduo ficou tão pesado que se desprendeu da figura. São visões de longe, muito longe, de lugares que estão por lá, mas que ninguém enxerga de perto.


Notas


1 MAMMÌ, Lorenzo. “Maneira branca (Elisa Bracher)”. In: O que resta: arte e crítica de arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 184.


2 NAVES, Rodrigo. “Elisa Bracher: Madeira sobre madeira”. In: O vento e o moinho. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 344.



  1. Ibidem, p. 333.

RELEASE

GALERIA ESTAÇÃO
ELISA BRACHER: TERRA DE NINGUÉM


Com uma instalação, desenhos, monotipias, pinturas em papel, gravuras e esculturas, a individual “Terra de Ninguém”, de Elisa Bracher, na Galeria Estação, em São Paulo, propõe, a partir da sua poética contemporânea, figurações e objetos de vestígios de artefatos, matérias-primas e técnicas manuais tradicionais.


Pelo gesto do fazer, presente de modos diversos na produção e no percurso artístico de Elisa Bracher, “Terra de ninguém”, individual da artista na Galeria Estação, em SP, expõe a partir da sua poética contemporânea, figurações e objetos de vestígios de artefatos, matérias-primas e técnicas manuais tradicionais. A exposição, que estreia em 28 de agosto, sábado, às 11h, e permanece em cartaz até 2 de outubro de 2021, apresenta 35 obras dispostas em três espaços da Galeria, entre elas, desenhos, monotipias, pinturas em papel, gravuras, esculturas e uma instalação.


Na entrada da Galeria Estação, uma enorme escultura em madeira angelim curvada na parede e pousada no chão, inclina-se em direção ao espectador. Na realidade, esse trabalho parte da forma das gamelas, esses antigos utensílios nos quais se guardavam alimentos e refeições, e no espaço expositivo desequilibra o nosso olhar e perde a sua funcionalidade originária.


A segunda escultura, um cubo aberto feito em pau a pique – técnica usada para a construção de antigas casas populares do interior –, é cortada, agora não mais, como era tradicionalmente, por uma árvore, mas por uma canha. A terceira é uma escultura em madeira e cerâmica materializada em três blocos de madeira empilhados, nos quais as casinhas típicas do interior, feitas de pau a pique, encontram-se encaixadas, deixando aparentes somente as suas fachadas. A quarta retoma a plástica das casinhas encaixadas nas estruturas, mas, desta vez, com os blocos pregados na parede e posicionados um ao lado do outro. A quinta escultura traz uma base de terra redonda em declive, com uma estrutura de madeira apoiada na parte superior.


A instalação expõe os vestígios de madeiras, mármores e cerâmicas, materiais que aparecem apoiados uns nos outros, como se tentassem delimitar um espaço entre o interno e o externo da obra. Como pontua Elisa Bracher: “Esta exposição apresenta trabalhos iniciados há mais de dez anos. Desenhos e gravuras mostram montanhas e paisagens que se desfazem e se reconstroem com o passar do tempo. As esculturas só aconteceram no momento em que encontraram lugar para estar. No momento em que acertamos fazer a exposição na Galeria Estação, os trabalhos vieram a existir. Em mim já habitavam, mas faltava o sítio que os acolhesse. A instalação Restos em novo corpo é a transição”.


As cinco esculturas e a instalação que serão mostradas ao público, e que trazem elementos da tradição da cultura material brasileira, dialogam com os desenhos. Em seu processo, Bracher parte do material, é ele que sugere a forma e a construção da imagem. De maneira diversa das linhas das gravuras, construídas com a precisão de ferramentas em metal sobre papel de arroz, nos desenhos as colinas traçadas em linhas finas e frágeis sugerem um desprendimento, um afastamento do solo. “Elas pairam sobre uma superfície manchada com um colorido de oxidação ou sangue coagulado. São visões de longe, muito longe, de lugares que estão por lá, mas que ninguém enxerga de perto”, afirma Tiago Mesquita em texto curatorial.


Por sua vez, o trabalho com as monotipias presentes na exposição parte de um diálogo com o maestro e pianista Rodrigo Felicíssimo. Bracher exercita nessa linguagem visual a marcação espacial formada por linhas desprendidas acima das curvas e formas das montanhas. Trata-se de uma paisagem plástica que dialoga com a pesquisa do pianista.


A pesquisa de Felicíssimo se debruça sobre um dos métodos de criação do maestro Heitor Villa-Lobos. Para a composição da Sinfonia nº 6, intitulada “Sobre a linha das montanhas”, Villa-Lobos compôs o desenho da partitura musical a partir da observação das curvaturas das linhas que os topos das montanhas traçam no horizonte. Tanto na sinfonia como na pesquisa de Bracher, a forma manifesta no espaço não se desvincula da abstração da sonoridade; em Felicíssimo, a paisagem sonora amplia os sentidos pela percepção da paisagem plástica.


 


SERVIÇO


Exposição individual “Terra de ninguém”, de Elisa Bracher, na Galeria Estação.


Abertura: 28 de agosto de 2021, sábado, às 11h.


Data: 30 de agosto (segunda) ao dia 2 de outubro (sábado).


Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h / Sábados, das 11h às 15h.


Endereço: Rua Ferreira Araújo, 625 – Pinheiros – São Paulo / SP | CEP: 05428-001


Telefones: 11 3813.7253 e 11 3813.6355


www.galeriaestacao.com.br/


 


SOBRE A GALERIA ESTAÇÃO


Com um acervo entre os mais importantes do país, a Galeria Estação, inaugurada no final de 2004, consagrou-se por revelar e promover a produção de arte brasileira não erudita. A galeria foi responsável pela inclusão dessa linguagem na cena artística contemporânea, ao editar publicações e realizar exposições individuais e coletivas dentro e fora do país


A Galeria Estação trabalha com obras de conhecidos autodidatas oriundos de várias regiões do Brasil, como Agostinho Batista de Freitas, Alcides dos Santos, Amadeo Luciano Lorenzato, Artur Pereira, Aurelino dos Santos, Chico Tabibuia, Cícero Alves dos Santos-Véio, G.T.O, Gilvan Samico, Itamar Julião, João Cosmo Felix-Nino, José Antônio da Silva, José Bezerra, Manuel Graciano, Maria Auxiliadora, Mirian Inês da Silva, Neves Torres, entre outros.


Atualmente a galeria vem incorporando ao seu elenco artistas pertencentes ao circuito artístico contemporâneo cujas obras dialogam com a criação não erudita, como José Bernnô, Germana Monte-Mór, Moisés Patrício, Santídio Pereira e André Ricardo.


Partindo dessa rara competência, o espaço consegue oferecer um panorama histórico e atual de uma produção que ultrapassou os limites da arte popular, ao mesmo tempo em que investiga nomes que, independentemente da formação, trabalham com elementos da mesma fonte.

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