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Madeira Nova | de 10/11/2018 a 17/02/2019

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Curador

As gravuras de Santidio são o ponto de partida desta exposição. Geralmente o artista faz uso de sobreposições de cores, tendo ficado conhecido pelas suas xilogravuras, em grande formato, de pássaros do Piauí, onde nasceu e de onde provém o seu universo imagético. Nesta exposição, Santidio apresenta um trabalho mais recente, com uma investigação diferente da cor e um traço ágil, onde a flora da sua região natal vem à tona num grafismo simplificado e livre. Diferente dos pássaros que carregavam uma atmosfera mais carregada, estas imagens nos transportam para um ambiente de inocência e pueril. Não são as plantas tal como elas são, mas como habitam a memória do artista. Grande admirador de Matisse, diz-nos que grava por prazer e que suas gravuras têm a intensão de alegrar o espaço onde se encontram. Faz aquilo que gostaria de ver na sua casa. Por ser tão jovem, não podemos prever os caminhos que ainda chegará a percorrer, mas vale a pena lembrar a trajetória de Matisse que no final da vida levou a cor e traço a limites àquela época inimaginados de liberdade e síntese e em 1908 declarou seu manifesto estético: “Sonho com uma arte equilibrada, pura, tranquila, afastada de temas que perturbem ou preocupem.”

 

Célia Barros





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